quinta-feira, 4 de junho de 2009

Taxa de glicemia, pressão arterial

Glicemia a quantidade de açúcar (glicose) no sangue. As medições deste parâmetro são importantes na detecção e prevenção da hiperglicemia (níveis excessivos de açúcar no sangue) e da hipoglicemia (níveis de açúcar no sangue abaixo do normal).

Valores Normais
• Glicemia em jejum: inferior a 110 mg/ml
• Glicemia pós prandial: inferior a 140 mg/dl

Diabetes
Considera-se diabetes quando em duas medições separadas surgem valores de glicemia em jejum superiores a 126 mg/dl ou glicemias pós prandiais superiores a 200 mg/dl.

Controlando a glicemia

• Usar a medicação corretamente (dose, horário e aplicação em locais corretos);
• Alimentar-se de maneira saudável e em intervalos regulares;
• Fazer os testes de glicemia e anotá-los no seu diário;
• Entrar em contato com seu médico caso tenha alterações significativas no controle de glicemia;
• Fazer atividades físicas conforme orientação médica;
• Conhecer os sinais e sintomas de descompensação da glicemia para detectar precocemente e intervir nos quadros de hipo e hiperglicemia;
• Manter seus parentes, amigos e colegas informados sobre os sintomas de hiper e hipoglicemia e sobre as condutas a serem tomadas;
• Ter sempre em mãos suprimentos (tablete de glicose, balas) para intervir nas crises de hipoglicemia.

Pressão arterial

É a força com a qual o coração bombeia o sangue através dos vasos. É determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular no corpo. Ela pode ser modificada pela variação do volume de sangue ou espessura do sangue, dos batimentos cardíacos por minuto e da elasticidade dos vasos. Os estímulos hormonais e nervosos que regulam a resistência sangüínea sofrem a influência pessoal e ambiental.
Níveis de pressão arterial

A pressão arterial é considerada normal quando a pressão sistólica (máxima) não ultrapassar a 130 e a diastólica (mínima) for inferior a 85 mmHg.
De acordo com a situação clínica, recomenda-se que as medidas sejam repetidas pelo menos em duas ou mais visitas clínicas.
No quadro abaixo, vemos as variações da pressão arterial normal e hipertensão em adultos maiores de 18 anos em mmHg:

Sistólica (máxima)|Diastólica (mínima)|Nível
130 | 85 |Normal
130-139 | 85- 89 |Normal limítrofe
140 -159 | 90 - 99 |Hipertensão leve
160-179 | 100-109 |Hipertensão moderada
> 179 | > 109 |Hipertensão grave
> 140 | < 90 |Hipertensão sistólica ou máxima
| |
Pressão arterial alta é aquela de 140/90 mmHg ou mais. Há dois níveis de hipertensão: Estágio 1 e Estágio 2.
Categorias para níveis de pressão arterial em adultos* (em mmHg, milímetros de mercúrio):
Categoria

Categoria | Sistólica (número maior)| Diastólica (número Menor)
Normal | Menos de 120 | Menos de 80
Pré-hipertençao | 120-139 | 80-89
Pressão alta | |
Estagio 1 | 140-159 | 90-99
Estágio 2 | 160 ou maior | 100 ou maior
| |
*Para maiores de 18 anos que:

• Não estão tomando remédios para pressão alta.
• Não estão sofrendo uma doença séria de curto-prazo.
• Não têm outras condições como diabetes e doença nos rins.
A incidência de pressão arterial alta é observada em relação a:
Idade e Sexo: A pressão alta é mais comum nos homens do que nas mulheres, e em pessoas de idade mais avançada do que nos jovens.
Genética: Pessoas com antecedentes familiares de hipertensão têm maior predisposição a sofrer da mesma.
Estresse e Excesso de peso (obesidade).
Obesidade

Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.
Como se desenvolve ou se adquire?
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.
A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicos referentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cada vez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.
Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
O que se sente?

O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida

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